terça-feira, 26 de dezembro de 2006

O início!

Dizem que as coisas devem começar pelo começo. Um pouco óbvio, né? Não sei, não. Nesse caso, as coisas estão começando pelo final. Final do ano aí e eu começando um novo blog. Sem nenhum motivo especial, talvez pela maior disponibilidade de tempo ou por ter dado uma olhada no ano que passou e resolvido ‘tomar vergonha na cara’ e voltar a fazer o que (dizem) faço bem.
Escrever já foi para mim uma questão de necessidade. Sentia, pensava, escrevia. Era algo quase automático, mas aí eu entrei numa de achar que tudo o que eu andava escrevendo estava se tornando repetitivo, sem criatividade e beirando o chato, não só para quem lia, mas para também (e principalmente) para mim.
Passei por um período de hiato criativo - é, depois de muito pensar, acho que essa expressão é perfeitamente aplicável a esse contexto – e agora me encontro assim, medindo palavras, pensando bastante e procurando por um sentimento que, há pouco tempo, quis espontaneamente reprimir.
As palavras para mim sempre fluíram de uma forma bem natural, elas pareciam escorrer com a mesma velocidade com que as lágrimas ou os sorrisos apareciam. Hoje elas ainda fluem, mas na hora de colocar ‘no papel’, vem o diabinho chato, que todos temos, ao lado de minha cabeça e começa a me convencer de que ‘ninguém tem nada a ver com isso’.
Bom, acho que realmente ninguém tem nada a ver com tudo o que eu penso e sinto, mas eu tenho! E não adianta, aliás, me faz mal tentar reprimir o que antes era tão natural. Eu só tenho a perder; perco momentos solitários onde eu escrevendo me encontro; perco inspirações que serviriam ao menos para serem guardadas; perco sentidos ou a busca por eles.
Portanto, tenham um pouco de paciência para esse recomeço, ou melhor, para esse começo, afinal, este e um novo blog. As palavras ainda estão bem retraídas. Passaram tanto tempo sendo trancadas a força que quando puderam sair, fecharam as portas com medo de que não conseguissem colocar os pés para fora, mas, pouco a pouco, elas vão saindo, a diferença é que agora antes de saírem elas espiam pela janela e até levam um guarda-chuva.

2 comentários:

Alexandre disse...

Amor vc escreve bem e nunca vai parar! o dom acompanha agente até o fim da vida... e você sabe fazer magica com as palavras e vai continuar assim!

Um Beijo enorme!

Alexandre

leocarrer2 disse...

Mari, finalmente resolveu largar de preguiça e voltar né. Já não era sem tempo. eheheheh. Boa sorte nesta nova empreitada. E se precisar de ajuda pra qualquer coisa, pode contar comigo. Bjao.