Há sempre em mim uma tentativa de me fazer triste. Mesmo que essa tristeza talvez nem exista de fato, mas, é bem verdade, que me sinto sempre muito mais humana quando me sinto triste. Quando há em mim um aperto no peito que me faz senti-lo vivo. A alegria pode trazê-lo à tona também, mas, confesso, é na tristeza, ou, diria melancolia, saudosismo, etc, que me encontro de fato. É que ela é minha, entende? É, de certa forma, encantador ficar sozinha e saber que sinto tudo isto sozinha, é algo só meu, que só existe dentro de mim. E compartilhar pode até ser bom para a Psicologia, a Bioenergética, a convivência social, mas a real, é que todos precisamos de sentir essa dor saudável. Precisamos nos encontrar. Precisamos de um tempo sozinhos, um cigarro sozinhos, um canto só seu, uma dor que é só sua, um segredo, um qualquer coisa que te faça sentir-se única, sentir-se humano, capaz de sentir, refletir, e não ser (ainda) robotizado pelo mundo.
E é sempre preciso lembrar-se de Vinicius:
"Que todo grande amor só é bem grande se for triste".
"Uma mulher tem que ter alguma coisa além da beleza, Qualquer coisa feliz, Qualquer coisa que ri, Qualquer coisa que sente saudade".
É que, tem horas, em que as rochas querem sentir-se conchas.
domingo, 28 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
De repente, sinto-me na obrigação de lhe agradecer.
Agradecer por tudo aquilo que já te falo e muito mais.
Por me fazer sentir de volta o frio na barriga daqueles que sentem paixão.
Pois é dela que me alimento.
Da paixão por estar viva,
paixão pelo que quero e por lutar pelo que acredito.
Paixão. Por você.
Neste momento, somente por você.
Por que me fizeste esquecer o mundo.
E se há algo de errado nisso,
eu não quero saber.
Não quero ligar para o que chamam de certo ou errado
Quero me ligar no que nós achamos certo,
no que nós...
e nós, que nem sabemos o que é errado...
Agradeço pelos sonhos de volta, pela esperança de volta e por todas essas reviravoltas.
Agradecer por tudo aquilo que já te falo e muito mais.
Por me fazer sentir de volta o frio na barriga daqueles que sentem paixão.
Pois é dela que me alimento.
Da paixão por estar viva,
paixão pelo que quero e por lutar pelo que acredito.
Paixão. Por você.
Neste momento, somente por você.
Por que me fizeste esquecer o mundo.
E se há algo de errado nisso,
eu não quero saber.
Não quero ligar para o que chamam de certo ou errado
Quero me ligar no que nós achamos certo,
no que nós...
e nós, que nem sabemos o que é errado...
Agradeço pelos sonhos de volta, pela esperança de volta e por todas essas reviravoltas.
domingo, 27 de dezembro de 2009
A sensação que tenho de perda ou que você diria de não-lugar. De não-lugar em sua vida. De sentir, e querer, meio que em um não-querer, provar a mim mesma que não mereço tamanha felicidade. Não, felicidade não é pra mim. É um qualquer coisa entre a mediação da euforia e do desespero. E felicidade vem sempre acompanhada de um certo desespero. E medo. Medo de perder o que é bom. Medo das borboletas em meu estômago que podem me trazer gozo ou ansiedade.
Se despertas em mim tudo isso ao mesmo tempo e agora, deve ser real. Tem que ser real. E por conta da imaginação ficam outras coisas...
Se despertas em mim tudo isso ao mesmo tempo e agora, deve ser real. Tem que ser real. E por conta da imaginação ficam outras coisas...
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Tudo que ela sabia e dizia o tempo todo é que era preciso se recuperar, mas, a pergunta agora era: recuperar o quê? O que ela nem sabia que um dia havia existido. As configurações da mulher adulta não eram, e talvez nem pudessem ser, todos os sonhos de outrora. Afinal, nós somos aquilo que julgamos ser ou somos a imagem projetada de um sonho? Sonhos esses que são meus ou de outros? A quem, de fato, interessam os sonhos?
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
... Se me falas com tamanha ternura de minha quietude no dizer, de minha confusão e meus medos, saiba que, com o tempo, o carinho transpõe estas barreiras. É que, no fundo, nos já sabemos entender o que outros talvez chamassem de sintonia. Temos nossa própria 'sintonia', de carinhos e palavras, de corpos e gestos, de idéias e ações... de tudo aquilo que eu dizia de me trazer de volta inspiração e transpiração. De sonhos e planos compartilhados. De algo que, eu sei, só me faz bem!
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
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